Se eu nunca fui atacado, por que me preocupar agora?
Duas hipóteses: ou você teve sorte, ou foi atacado e não percebeu. A segunda é mais comum do que parece — o tempo médio entre uma invasão e a descoberta costuma ser de meses. E o ataque de hoje é automatizado: não escolhe empresa, varre a internet inteira procurando porta aberta.
Meu sistema é feito por uma empresa terceirizada. A responsabilidade não é dela?
Contratualmente, parte pode ser. Perante a lei e perante o seu cliente, não: quem responde pelo dado é quem coletou. Se vazar, o titular processa você, e a ANPD cobra de você. Depois você discute com o fornecedor — mas o prejuízo já aconteceu.
É a mesma coisa que antivírus?
Não. Antivírus tenta impedir programa malicioso de rodar na máquina. A maior parte dos vazamentos graves não usa vírus nenhum: usa um acesso legítimo de um jeito que ninguém previu. O antivírus não vê, porque tecnicamente nada de errado aconteceu.
Quanto tempo leva para ficar seguro?
Segurança não é um estado que se atinge — é uma rotina. Mas dá para sair da faixa de risco mais grave em semanas: o diagnóstico leva de 5 a 10 dias e a correção do que é crítico costuma levar mais duas a três semanas.
Preciso parar tudo para fazer isso?
Não. O teste roda com a empresa funcionando normalmente, dentro de uma janela combinada. Correção sensível vai para homologação antes, com plano de retorno definido.
Sou muito pequeno. Isso não é coisa de empresa grande?
Empresa grande tem time interno de segurança. Empresa pequena tem os mesmos dados valiosos e ninguém olhando — por isso vira alvo preferencial. O ataque automatizado não consulta o seu faturamento antes de tentar.