Início/Entenda

// Glossário de segurança da informação

Segurança explicada como se explica para gente.

Se você chegou até aqui e não entendeu metade das palavras dos outros fornecedores, o problema não é seu. Esta página traduz os termos que você vai ouvir em toda conversa sobre segurança — e responde as perguntas que ninguém gosta de fazer em reunião.

// O dicionário

Doze termos que você vai ouvir.

01 / 03 — Tradução

À esquerda, como o mercado costuma falar. À direita, o que aquilo realmente significa para a sua empresa.

// Pentest / teste de invasão

Como o mercado fala

Avaliação ofensiva autorizada da superfície de ataque com exploração controlada de vulnerabilidades.

O que isso quer dizer

A gente tenta invadir a sua empresa de propósito, com autorização, do jeito que um criminoso tentaria — e depois conta exatamente por onde conseguiu entrar.

// Vulnerabilidade

Como o mercado fala

Falha em software, configuração ou processo que pode ser explorada por um agente malicioso.

O que isso quer dizer

Uma porta que ficou destrancada. Pode ser um erro de programação, uma senha fraca ou uma configuração que veio assim de fábrica e ninguém trocou.

// Controle de acesso quebrado

Como o mercado fala

Ausência de verificação de autorização em nível de objeto ou função no lado servidor.

O que isso quer dizer

O sistema pergunta quem você é, mas esquece de perguntar se você pode ver aquilo. É como um cofre que confere sua identidade e depois abre todas as gavetas, inclusive as dos outros.

// Ransomware

Como o mercado fala

Malware que cifra dados e exige pagamento para restabelecer o acesso, frequentemente com dupla extorsão.

O que isso quer dizer

Um sequestro. Trancam os seus arquivos e pedem dinheiro para devolver. Na versão moderna, também ameaçam publicar tudo se você não pagar.

// Superfície de ataque

Como o mercado fala

Conjunto de pontos de entrada expostos a agentes não autorizados.

O que isso quer dizer

Tudo que sua empresa deixa visível para a internet: site, aplicativo, e-mail, sistema do RH, aquele servidor antigo que ninguém desligou. Cada um é uma porta possível.

// Engenharia social / phishing

Como o mercado fala

Manipulação psicológica para induzir divulgação de credenciais ou execução de ação indevida.

O que isso quer dizer

Enganar gente em vez de enganar máquina. O e-mail que parece do banco, a ligação que parece do TI. É como a maioria dos ataques começa.

// MFA / autenticação em dois fatores

Como o mercado fala

Verificação de identidade por múltiplos fatores independentes.

O que isso quer dizer

Além da senha, pede uma segunda prova — código no celular, digital, chave física. Se roubarem só a senha, não entram.

// Backup imutável

Como o mercado fala

Cópia de segurança protegida contra alteração ou exclusão durante o período de retenção.

O que isso quer dizer

Um backup que nem o administrador consegue apagar. É o que salva no dia do sequestro, porque o criminoso apaga o backup normal antes de trancar tudo.

// SIEM / monitoramento

Como o mercado fala

Plataforma de correlação de eventos com detecção baseada em regras e comportamento.

O que isso quer dizer

Um sistema que fica olhando tudo que acontece e avisa quando algo foge do normal. Só funciona se tiver alguém do outro lado lendo o aviso.

// LGPD

Como o mercado fala

Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais — Lei nº 13.709/2018.

O que isso quer dizer

A lei que diz o que você pode e não pode fazer com dado de pessoa. Vale para cadastro de cliente, ficha de funcionário e até câmera de segurança.

// DPO / encarregado

Como o mercado fala

Pessoa indicada para atuar como canal entre controlador, titulares e a autoridade nacional.

O que isso quer dizer

A pessoa responsável por proteção de dados na empresa. Quem o cliente procura para pedir os dados dele de volta e quem responde ao governo se algo vazar.

// vCISO

Como o mercado fala

Chief Information Security Officer em regime fracionado ou terceirizado.

O que isso quer dizer

Um diretor de segurança alugado. Você tem alguém sênior decidindo o que fazer e respondendo pela decisão, sem pagar o salário de um executivo em tempo integral.

// Como tudo se conecta

02 / 03 — O ciclo

Se você juntar os termos acima, dá para entender o ciclo inteiro em quatro frases:

  1. Sua empresa tem uma superfície exposta — tudo que responde da internet no seu nome.
  2. Nessa superfície existem portas destrancadas — as vulnerabilidades, que aparecem por erro de código, configuração padrão ou pressa.
  3. Alguém vai testar essas portas — hoje, de forma automatizada, sem escolher alvo.
  4. A pergunta é quem chega primeiro: você, testando de propósito, ou ele.

É literalmente isso que a Praetor faz: chegar primeiro, com autorização, e deixar o mapa nas suas mãos.

Ver como funciona o Praetor Recon →

// Perguntas sem vergonha

O que você não perguntaria em reunião.

03 / 03 — Dúvidas

Nenhuma dessas é pergunta boba. São as que mais aparecem — e as que mais mudam a decisão.

Se eu nunca fui atacado, por que me preocupar agora?

Duas hipóteses: ou você teve sorte, ou foi atacado e não percebeu. A segunda é mais comum do que parece — o tempo médio entre uma invasão e a descoberta costuma ser de meses. E o ataque de hoje é automatizado: não escolhe empresa, varre a internet inteira procurando porta aberta.

Meu sistema é feito por uma empresa terceirizada. A responsabilidade não é dela?

Contratualmente, parte pode ser. Perante a lei e perante o seu cliente, não: quem responde pelo dado é quem coletou. Se vazar, o titular processa você, e a ANPD cobra de você. Depois você discute com o fornecedor — mas o prejuízo já aconteceu.

É a mesma coisa que antivírus?

Não. Antivírus tenta impedir programa malicioso de rodar na máquina. A maior parte dos vazamentos graves não usa vírus nenhum: usa um acesso legítimo de um jeito que ninguém previu. O antivírus não vê, porque tecnicamente nada de errado aconteceu.

Quanto tempo leva para ficar seguro?

Segurança não é um estado que se atinge — é uma rotina. Mas dá para sair da faixa de risco mais grave em semanas: o diagnóstico leva de 5 a 10 dias e a correção do que é crítico costuma levar mais duas a três semanas.

Preciso parar tudo para fazer isso?

Não. O teste roda com a empresa funcionando normalmente, dentro de uma janela combinada. Correção sensível vai para homologação antes, com plano de retorno definido.

Sou muito pequeno. Isso não é coisa de empresa grande?

Empresa grande tem time interno de segurança. Empresa pequena tem os mesmos dados valiosos e ninguém olhando — por isso vira alvo preferencial. O ataque automatizado não consulta o seu faturamento antes de tentar.

Ficou alguma dúvida de fora?
Manda a pergunta por e-mail que a gente responde — e, se for boa, ela entra nesta página. Perguntar →

// Sem pressão

Primeiro entender. Depois decidir.

Uma conversa para entender o seu cenário, sem jargão e sem compromisso. Se não for a hora de contratar nada, a gente também fala isso.

Diagnóstico inicial Sem compromisso